PTC desiste de ter Collor na disputa presidencial e prioriza ‘sobrevivência’

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Sem citar senador alagoano, presidente nacional do PTC comunicou que sigla não terá candidato a presidente

Deu no Diário do Poder - Em comunicado oficial publicado em seu site desde o último dia 20, o Partido Trabalhista Cristão (PTC) anunciou a desistência de ter o ex-presidente e senador alagoano Fernando Collor de Mello como seu candidato a presidente da República. Collor já tinha slogan, “A experiência faz a diferença”, passou a movimentar mais suas redes sociais e tinha equipes trabalhando estratégias de sua campanha para um eventual retorno ao Palácio do Planalto, 26 anos após o impeachment.
Na nota que não cita o nome de Collor, o presidente da Executiva Nacional do PTC, Daniel Tourinho, justifica que que a desistência da candidatura própria em nome da “sobrevivência” da legenda, diante da necessidade de concentrar esforços na eleição de deputados para a Câmara Federal para não ter a sigla ceifada pela chamada cláusula de barreira aprovada na reforma eleitoral de 2017, para restringir o acesso de partidos nanicos ao Fundo Partidário.
Nem Collor, nem sua assessoria comentaram a decisão, até o início da noite de hoje. E, segundo Tourinho, a priorização das candidaturas ao Congresso Nacional teria sido resultado de intensa discussão interna e análise do cenário político nacional.
“A Direção Nacional possui duas grandes responsabilidades junto ao Partido. A primeira, com a sobrevivência. A segunda, com milhares de pré-candidatos a deputados federais, deputados estaduais e senadores filiados ao partido,onde todos estão trabalhando arduamente, com sacrifícios pessoais e profissionais para, além de se elegerem, levar o PTC a ultrapassar a cláusula de barreira”, justifica o presidente do PTC.
A nota não expõe o cerne da problemática, que é a necessidade de garantir a descentralização da distribuição do fundo partidário para as candidaturas à Câmara dos Deputados. Nem que a solução foi não ter um candidato a presidente a abocanhar parte significativa dos recursos.
Para ter acesso ao Fundo Partidário, como explica Tourinho, será necessário atingir ao menos 1,5% dos votos válidos para a Câmara, em nove Estados, ou eleger pelo menos nove deputados em nove Estados.
O comunicado finaliza afirmando que, com a decisão, “o PTC busca de forma sensata, respeitar as diversidades e diferenças estaduais e regionais do Brasil, exercendo a democracia dentro do partido e com seus filiados”.

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