Após comprar floresta e abrir fábrica, Suzano freia aportes em instalações

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Depois de inaugurar uma fábrica e comprar uma floresta no Maranhão, a Suzano Papel e Celulose deverá parar de investir em instalações, diz Marcelo Bacci, diretor-executivo de finanças.


"Não temos projeto de crescimento orgânico em curso porque não é algo que vai trazer valor para o acionista. A tendência é uma consolidação de mercado na América Latina", afirma.


O setor deve passar por uma expansão de oferta nos próximos anos. Há previsão de início da produção de uma fábrica na Indonésia e outra da Fibria, no Brasil.


O mercado já precificou a entrada de volume de papel e celulose decorrente dessas unidades, e o preço caiu, segundo Bacci.


Esse é um dos motivos pelos quais a Suzano não deve fazer investimentos em capacidade no momento.


O executivo se encontrou com grupos de investidores institucionais na Inglaterra e nos Estados Unidos e foi abordado por interessados em potencial.


Os estrangeiros perguntaram mais pela situação do Brasil do que pela Suzano, que tem a maior parte da receita em dólares.


"O sentimento deles é que agora o país tem uma perspectiva, e que o governo diz para onde quer ir, mas eles querem ver mais ação."


R$ 7,4 bilhões
foi a receita de janeiro a setembro


R$ 2,5 bilhões
foi o resultado bruto no período


R$ 19 bilhões
foram negociados em ações da empresa nos últimos 12 meses na BM&FBovespa


Fonte: (aqui)

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