O protagonismo do paraquedismo na educação maranhense

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Deu no Linhares


Felipe Camarão


“Ampliar a participação do estudante na construção de uma escola democrática, que incentiva o protagonismo juvenil”. Assim começa um artigo do secretário de educação do governo estadual, Felipe Camarão. Um festival de proselitismo político inútil e populismo barato que apenas reitera o evidente. Felipe Camarão não passa de um playboy inventado por Flávio Dino para tomar conta de uma das pastas mais estratégicas do governo.


Em cerca de 600 palavras o secretário corrobora todas as teorias a respeito de sua incapacidade para gerenciar o setor e ratifica o que se dizia a seu respeito: caiu de paraquedas na pasta.


No artigo, o secretário faz questão de reafirmar que pensar e organizar políticas públicas de educação não é com ele. Espere isso dos estudantes e de seus responsáveis, do secretário não!


Durante todo o artigo o secretário faz questão de afirmar que o estudante é protagonista dentro do sistema de educação. Eu rogo a Deus para que estas palavras sejam apenas falsidade de quem pretendia aparecer “bem na fita” no Dia do Estudante. Porque se o nosso secretário realmente acreditar nas porcarias que escreveu, o sistema de educação estadual irá viver tempos de obscurantismo.


Estudantes, ao contrário do que prega Felipe Camarão, se matriculam e frequentam escolas para APRENDER. Nenhuma mãe ou pai matricula seu filho, filhas, filhos ou filhas para que eles pensem e coordenem a aplicação de políticas públicas e o gerenciamento do sistema de educação no estado. Até mesmo pelo fato de que só sendo muito cafajeste para esperar que garotos e garotas assumam tamanha responsabilidade.



O sistema de educação brasileiro cambaleia, em grande parte, por conta ada atuação de pessoas da estirpe de Camarão. Enquanto o país espera que seus filhos aprendam a ler, escrever, fazer contas, história, geografia. Gente como esse rapaz sugere a eles que iniciem uma “revolução cidadã” dentro das escolas. Se o Brasil está cheio de palpiteiros semianalfabetos que não sabem quanto é 4×7, são incapazes de escrever uma redação simples no ENEM e, mesmo assim, se sentem no direito de debater tudo, agradeça a Felipe camarão.

Nenhuma mudança ou avanço realmente substancial foi mostrado no texto. Além de fazer proselitismo e bancar o populista chinfrim, Felipe Camarão portou-se como secretário de educação de cidadezinha do interior ao anunciar que “reformou escolas”.


Meu caro Felipe, reformar escolas é SUA OBRIGAÇÃO. E antes de você e Flávio Dino todos os secretários e governadores reformaram escolas em maior ou menor proporção.


A crise administrativa no setor público se dá, em muito, pela ação de paraquedistas da estirpe do secretário de educação do governo maranhense. Lendo o texto de Felipe eu me lembrei das assembleias de militontos do PCdoB que participei na adolescência. Muita conversa fiada e muito papagaio de pirata repetindo. Felipe Camarão deve ter ouvido em alguma reunião esse tal “protagonismo”. Como é aventureiro, como não passa de um playboy emergente, como foi uma invenção de Flávio Dino para o setor e não sabe o que está fazendo ali, encontrou uma pedra de salvação: o protagonismo juvenil.


Entenda uma coisa Felipe: Dentro de um sistema de educação compete ao estudante o nobre dever de estudar. Quem cuida de organização, gerenciamento, políticas públicas e estratégicas de educação é secretário. Ou, pelo menos, deveria ser…

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